Apresentação

 
GFR
Apresentação
Fundado a 17 de Dezembro de 1986, o Grupo de Folclore de Rochão é uma associação, das muitas que vêm desenvolvendo um trabalho em prol da preservação do Património Cultural da Região Autónoma da Madeira.
Tendo como actividade a representação de vivências culturais dos nossos antepassados, tem desenvolvido um trabalho notável, reconhecido por várias entidades, não só regionais como tambem nacionais e internacionais.
Reconhecidos actualmente pelo valor patrimonial, cultural e histórico, apresenta condiçoes para proporcionar a todos os elementos que o compõem e a toda a comunidade momentos de lazer e usufruto de conhecimento em termos morais, culturais e sociais.
 

Localização
A Freguesia da Camacha é parte integrante do concelho de Santa Cruz. Situada no interior da Madeira a uma altitude superior a 700 metros, dista 10 Km da sede do concelho. Esta freguesia é atravessada e irrigada pela Ribeira do Porto Novo que aqui nasce, pelas levadas da Azenha e do Pico do Arvoredo, e pelo abundante caudal da levada da Serra. Com uma área de 1959 ha, destacam-se vários sítios habitados como o Sitio da Igreja, no centro, Salgados (cuja orografia é única), Nogueira e Ribeirinha a sul. Casais d’Além e Achadinha a norte. Rochão (é o maior de todos os sítios, tendo sido elevado à categoria de paróquia em 1961) e Ribeiro Serrão a leste e a oeste o Vale Paraíso e Ribeiro Fernando. Mas a diversidade está presente na Camacha, há lugares em que predomina a natureza no seu estado virgem como o Poiso e o Montado do Pereiro, nos quais podem ser apreciados um vasto conjunto de espécies da avifauna e um património vegetal indígena e exótico de rara qualidade.
Origens

Um dos motivos que originou o Grupo de Folclore do Rochão, foi o gosto de cantar e de bailar, herança dos seus antepassados, principalmente nas noites de Natal, que ocupavam, deste modo, os tempos livres.

Colocado na zona alta da Camacha, é natural que uma das actividades do homem do Rochão fosse a pastorícia, daí a sua indumentária peculiar: trajo de seriguilha e camisa de estopa. Quando o clima era mais rigoroso usava camisola e barrete de lã de ovelha. Completavam este perfil a vara ou bordão, as cordas e os chocalhos. Calçavam bota chã.

A mulher do sítio do Rochão, gostava de parecer bem. Quando ia à missa ou à cidade, vestia a sua saia de lã tingida ou de baeta azul ou preta. A blusa era de linho fino ou chita. Na cabeça usava um lenço ou mantilha.

Em relação ao trajo de “cote” (indumentária de trabalho) das mulheres, colocavam na cintura, debaixo das saias, um rolo de pano arredondando nas ancas que fazia mover o vestido de um lado para outro. No Inverno, as mulheres vestiam geralmente mais do que uma saia, sendo a interior de estopa ou de lã branca. Durante as tarefas caseiras, as mulheres andavam com as pontas da saia presas ao cós.

Breve Historial

 

Fundado a 17-12-86, por Alexandre Rodrigues, este grupo surge a partir da cisão com outro grupo, devido a discrepâncias relativamente à interpretação do nosso folclore regional.

Desde a sua fundação o grupo tem pugnado pelo aprofundamento das diversas valências de carácter etno-folclórico, desde: a dança, a música, o canto, o traje, entre outras.

Em 1989, o grupo promove o primeiro intercâmbio com um grupo do continente português: desde então, o grupo incessantemente tem promovido diversas permutas, quer com grupos nacionais, quer internacionais.

Digno de registo é a realização de festivais de folclore bianuais, que já conta com a X edição a nível nacional e VIII a nível internacional, sendo o primeiro grupo, da região, a levar efeito um festival com esta dimensão.

O grupo tem vindo a exponenciar outras áreas que, devido à iminência do seu desaparecimento, merecem uma actuação premente e cuidadosa, como é o caso do artesanato, medicina popular, praxes e usanças, registando-se a organização de um colóquio de folclore sobre o tema: “O Nosso Folclore no Limiar do Séc.XXI”, a exposição “Remédios D’Outrora”, o colóquio “A Harmónica”, recuperação da noite de S. João da Eira da Cruz, e a quando do seu XX aniversário a edição do CD “Meia Valsinha”.

Actualmente com 26 anos de história, o Grupo de Folclore do Rochão conta com 34 elementos e uma nova reestruturação, apresentando-se pronto para novos desafios na iminência de preservar e recuperar a nossa identidade regional.

O grupo participa regularmente em várias manifestações culturais na Região, bem como em arraiais e promove alguns espectáculos em unidades hoteleiras.

Trajes

(em construção)

Cancioneiro

Bailes:

Brinco D’Oito, Baile Pesado, Baile Corrido, Viuvinha, Baile de Cócoras, Ciranda, Mourisca de São Vicente, Mourisca de Santana, Baile da Ponta do Sol, Baile dos Canhas, Baile do Paspalhão, Baile das Romarias, Baile Ala Moda, Baile do Santo da Serra, Mourisca do Funchal, Baile Manhãs de S. João, Baile Popular, Baile Velho, Chamarrita da Camacha, Chamarrita de Gaula, Baile da Cor Morena, Retirada.

Jogos:

Jogo do Pau, Menina que sabe ler.

Cantigas:

Despique da Fazenda, Chora a Videira, Senhor António, Filha do Barqueiro, Bate o Pé, Muito Chorei Eu, Fui ao Mar à Laranja  (I, II, III), Cantiga da Ceifa, Eu daqui nao sou, Camacheiras, Anda Cá Chega Manel, Cantiga da Carga, Trigo Loiro, Charamba, Fui-me Confessar, Bendito dos Marinheiros, Marinheiro, Cantiga dos Reis.

Fados:

Cemitério Além.

 
Festivais
 (em construção)
Digressões

2011 – Sintra

2010 – Inglaterra

Londres

2009 – Porto Santo

2009 – Porto

Gens/Gondomar

2006 – Itália

Basilicata – Cidade de Calvello

2005 – Algarve

Calvário/Lagoa/Faro

2004 – Brasil

S.Paulo/Santa Catarina/Rio de Janeiro

2003 – França

Clermont Ferrand/Paris

2001 – Alemanha

2000 – Espanha

Madrid/Saragoça

1999 – Açores

1998 – Viana do Castelo

Fala-Coimbra/Gijon-Astúrias

 1996- Algarve

1995- Braga e Serra da Estrela

1993- Serra da Estrela e Porto

1991- Espanha

Múrcia

1989 – Coimbra

Fala

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