Publicado por: gfrochao | Outubro 21, 2012

A Abelha

A ABELHA

A forma mais antiga de abelha “Electerapis” foi descoberta na região báltica, no Eoceno superior 43 a 37 milhões de anos. A apicultura, de acordo com documentos de vários historiadores, remonta ao ano de 2.400 AC, no antigo Egipto. Este povo é apontado como o primeiro a racionalizar a criação de abelhas, e só a partir do século XVII é que houve um considerável avanço no desenvolvimento e aperfeiçoamento nas técnicas de maneio, levando à criação da colmeia Langstroth, considerada padrão e até hoje a mais usada em todo o mundo. As abelhas são orientadas para a rainha, que é a única dentro da colmeia e diferencia-se pelo abdómen maior e mais claro, podendo viver cerca de cinco anos e tendo como única tarefa, a postura de ovos. Por sua vez a obreira, como uma operária, vive de um a quatro meses, assume o papel de ama e executa tarefas como; recolha de alimento, organização do enxame, construção de favos de cera, alimentação de larvas e da rainha, defesa, limpeza da colmeia e processamento do mel. Faz parte ainda desta cadeia o zangão, este nasce de um ovo não fecundado, não tem ferrão e a única função é fecundar uma rainha virgem, morrendo logo após o acto.

O apicultor alimenta a colmeia normalmente fora da época de recolha de néctar, no Outono alimenta-as com mel, água e açúcar; no Inverno com alimento pastoso, mel e açúcar; na Primavera só se a colónia não possuir reservas, pois é nesta época que é produzido pelas abelhas melíferas, o delicioso “mel de abelha” a partir do néctar das flores ou das secreções das partes vivas das plantas, que elas recolhem, transformam, combinam com matérias específicas apropriadas, passam de abelha em abelha, armazenam e deixam amadurecer nos favos da colmeia até ficar completamente transformado em mel. Durante este processo é também colhido o pólen, nas patas posteriores das abelhas, que possuem uma escova para o pólen, onde se formam essas bolas, e que através de um “capta pólen”, esse conteúdo é retirado pelo mecanismo que existe há entrada da colmeia e que recolhe anualmente cerca de 3 kg de pólen por colmeia. As abelhas alimentam-se de geleia real, produzida pelas jovens obreiras, graças à acção das suas glândulas faríngeas, que serve para alimentar as larvas de abelhas, as larvas de rainhas e a rainha durante toda a sua vida. É proveniente da recolha de própolis nos botões de algumas árvores, tais como o olmeiro, o abeto, o carvalho, o freixo e o choupo, depois de transportada para a colmeia, as obreiras enriquecem-na com secreções salivares obtendo finalmente a própolis pronta a utilizar para as necessidades da colmeia.

A abelha tem o seu papel na medicina alternativa, pela Apitoxina, conhecido como veneno da abelha, que em grandes quantidades é letal para o homem, mas é também um medicamento, através da Apipunctura, muito eficaz na cura de: artrite, reumatismo e problemas circulatórios. Estima-se que existem mais de 20.000 espécies de abelhas em todo o mundo das quais só uma pequena fracção; cerca de 10% é social. Entre as abelhas sociais existem espécies de rapina, especializadas em roubar o alimento de colónias de outras espécies, ameaçando inclusive a integridade da colónia.

Uma curiosidade que remonta ao tempo de Hipócrates na Grécia 500 anos AC, pois o mesmo costumava prescrever mel para acalmar a ansiedade dos noivos antes do casamento, o que originou a expressão “Lua-de-Mel”.

Recolha: Olga Teixeira
Edição: Daniel Teixeira
Foto: Délio Góis
In: Revista de Folclore 48 horas a Bailar - Edição 2010

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