Publicado por: gfrochao | Maio 14, 2011

Os Madeirenses

 

Só muito recentemente é que se começou a falar dos madeirenses como uma sociedade colectiva, já que a topografia da ilha tinha, anteriormente, conduziu ao desenvolvimento de várias comunidades na Madeira. Apesar das suas origens serem sem dúvida portuguesa, os costumes, as pronúncias e o desenvolvimento de cada concelho é muito diferente. Hoje, a política, as estradas e a cultura popular, têm vindo a unir as várias zonas da ilha, tornando-a num todo mais homogéneo e as diferenças que ainda existem são entre o Funchal e o “Campo” (zonas verdes distanciadas da capital da Madeira – Funchal).

Um dos laços que mais unem a ilha talvez seja a Igreja Católica. Os madeirenses são um povo religioso. As festas, na sua maioria organizadas pela Igreja com o apoio das autarquias, são normalmente dedicadas a Santos da sua devoção. Só no mês de Junho, há três festas que celebram os Santos Populares: Santo António, São João e São Pedro.

Originalmente, os madeirenses eram agricultores e os primeiros habitantes vieram principalmente do Algarve. Ainda nos nossos dias, a principal actividade económica, fora do Funchal, baseia-se na exploração de pequenos terrenos agrícolas, cuja extensão não ultrapassa, geralmente, os 1.000 metros quadrados. Muitos dos arraiais festejados por toda a ilha estão relacionados com alguns produtos da terra, tais como a cereja, a castanha, a cana do açúcar, a anona e a vinha.

Quando as culturas falham e as terras já não dão para a subsistência, o último recurso para alguns madeirenses é a emigração. Estando a Madeira situada nas grandes rotas entre a Europa, África e América Latina, é natural que alguns procurassem a sua fortuna em terras para além do horizonte. O emigrante trabalha para depois voltar à sua terra e à sua família, que o esperam. Cerca de 750.000 pessoas, a maior parte delas nascidas e residentes na África do Sul e Venezuela, e cada vez mais em países da comunidade Europeia, intitulam-se madeirenses. O Funchal é uma pequena cidade cosmopolita, que não tem nada a ver com o “Campo”. Fruto do desenvolvimento, a população do Funchal, sobretudo a mais jovem, tem vindo a perder muitos aspectos das suas raízes culturais, o que obriga as instituições regionais a um esforço suplementar para que os madeirenses não esqueçam a riqueza da sua cultura.

Fonte: www.madeira-web.com

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