Publicado por: gfrochao | Julho 30, 2009

Digressão 2009 GFR – Dia 2

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Estamos já no segundo dia da nossa digressão a Gondomar. Ontem após a nossa chegada a esta bela cidade, para uns foi dia de rever, para outros de conhecer novos amigos. O dia ficou marcado pela ambientação ao Lugar de Gens, sítio preciso de onde estamos a ficar, e conhecer as instalações que nos servem de alojamento.

Para hoje foi-nos preparada uma visita a Miramar/Francelos, onde iremos fazer praia durante todo o dia.

No artigo de hoje poderá ficar a conher um pouco mais sobre o património cultural deste concelho.

 

Património Cultural de Gondomar

O Rio Douro ao longo de 32 Km – desde Melres até Valbom – acompanha Gondomar, sendo este concelho possuidor, através da sua relação com o rio, de um Património Etnográfico único, de costumes ancestrais, que o atestam a pesca da lampreia e a pesca artesanal que ainda se praticam na freguesia da Lomba.

Gondomar, é, igualmente, terra de tradições agrícolas, onde, ainda, alguns lavradores praticam a chamada agricultura tradicional – que se traduz numa forma de trabalhar a terra que se vai transmitindo de geração em geração, ao longo dos séculos.

Se analisarmos a tradição agrícola, podemos encontrar, ainda, casas de lavoura, que se mantiveram inalteradas ao longo dos tempos, como é o caso da Casa de S. Miguel, sita na freguesia de Gondomar (S. Cosme). Ainda na área do Património Rural, podemos observar, em todas as freguesias, os chamados “Espigueiros”, pequenas construções em madeira e granito, destinadas a armazenarem em boas condições as espigas de milho, para futura utilização. Em termos de Património Histórico, é importante a assinatura em Valbom da Convenção de Gramido, no ano de 1847, a qual pôs fim à guerra civil que na altura assolava o nosso país. Actualmente, a casa onde foi assinada a Convenção foi totalmente recuperada no âmbito do Programa Polis. Propriedade da Câmara Municipal, a Casa Branca está classificada como Imóvel de Interesse Público.

No que toca ao Património Artístico, existem belas igrejas com talha dourada e azulejos, como é o caso das de S. Cosme, Rio Tinto e Foz do Sousa, que destacamos. Ainda no âmbito da azulejaria, é de realçar o conjunto de painéis existentes na Estação de Caminhos de Ferro de Rio Tinto, da autoria do pintor João Alves de Sá, provenientes da Fábrica Viúva Lamego, datados de 1936. Os referidos painéis ilustram aspectos da vida quotidiana de Rio Tinto, na altura, bem como a lenda que deu origem à atribuição do nome Rio Tinto. É de mencionar, a ourivesaria de Gondomar, actividade que regista uma muito considerável percentagem da produção nacional. Uma referência para a Indústria de Marcenaria, que, também ocupa um lugar de destaque no Concelho de Gondomar.

Quanto ao Património Construído, existem no Concelho vários solares seculares, sendo um dos mais importantes o solar da Casa de Montezelo, sito em Fânzeres, que juntamente com a belíssima magnólia, existente no átrio do imóvel, com trezentos anos, está classificado como Imóvel de Interesse Público.

Na freguesia da Foz do Sousa podemos observar a Ponte da Foz do Sousa, que serve a circulação rodoviária da Estrada Nacional n.° 108. O projecto desta Ponte é da autoria do Engenheiro Edgar Cardoso. A ponte, apesar das suas menores dimensões, tem os mesmos traços arquitectónicos da Ponte da Arrábida, tendo servido de ensaio à construção desta última.

Em relação ao Património Natural, para além do Rio Douro, que nos oferece paisagens de uma beleza indescritível, podemos ainda encontrar em Gondomar, pedaços de natureza, com carvalhos, castanheiros, e pinheiros, principalmente ao longo do curso do Rio Sousa e Rio Ferreira, os quais atravessam respectivamente as freguesias de Foz do Sousa e Covelo, e as freguesias de São Pedro da Cova e Foz do Sousa.

No que respeita ao Património Industrial, é de referir a Indústria de extracção mineira de São Pedro da Cova, que num passado ainda recente, empregou em especial, muitos São Pedrenses, sendo um símbolo dessa actividade industrial o Cavalete de S. Vicente, “ex-libris” daquela freguesia. Das indústrias têxteis que laboraram anos a fio em Rio Tinto, é de mencionar a Indústria Têxtil de Cabanas, e a Mondex – Fábrica de Malhas do Mondego, Lda, cujo grupo de empresa chegou a ter nos seus quadros, na década de setenta, cerca de 2.200 funcionários.

Por fim, uma nota para a existência em Rio Tinto, da Fundição de Sinos de Rio Tinto, a qual se encontra em actividade, sendo, a par da Fundição de Sinos de Braga, as únicas a laborarem em Portugal.

Fonte: Câmara Municipal de Gondomar


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