Todos os anos, na denominada “Noite do Mercado”, milhares de pessoas, residentes e turistas, convergem para as imediações do Mercado dos Lavradores, no Funchal, conjugando o pretexto de adquirir frutas e legumes para as refeições da quadra festiva com a tradicional animação.
Outrora, meramente por razões financeiras, os madeirenses aguardavam os dias mais próximos da Festa para as compras de Natal, que incluíam as frutas, os legumes, os arranjos e os próprios brinquedos, que também se vendiam nas imediações do mercado.
O subsídio ou o complemento de Natal era pago mais tarde, pelo que era grande a azáfama durante o dia e a noite de 23 para 24, levando milhares de madeirenses ao Funchal.
Hoje, mais que comprar, as pessoas vão ao mercado para divertirem-se ao som dos cânticos que serão entoados no interior do recinto, e pelo arraial que é montado nas ruas circundantes, encerradas ao trânsito e nas quais são montadas barracas de comes-e-bebes.
As portas do mercado estão abertas até à meia-noite, mas no exterior, os vendedores assentam arraiais e vendem os seus produtos até às 6h00. Também os bares circundantes funcionam toda a noite e a música anima todos os que ali se concentram e consomem sandes de carne vinha d’alhos, à mistura com muita cerveja, poncha ou vinho.
Esta é mais uma aposta da animação da cidade do Funchal, ainda a comemorar os 500 anos, pelo que a autarquia disponibilizou mais de 3.000 lugares de estacionamento a custos reduzidos. A PSP terá no terreno 50 agentes para garantir a ordem numa das mais concorridas tradições do Natal madeirense.
Curiosidade:
Testemunho puro da arquitectura denominada do Estado Novo, num estilo que oscila entre a art deco dos anos 30 e o modernismo, o Mercado dos Lavradores apresenta dois painéis de azulejos na entrada principal e vários painéis no interior, cuja produção foi da outrora famosa Fábrica de Sacavém, entretanto extinta.
Localizado muito próximo da zona histórica de Santa Maria, no Mercado, vive-se um ambiente de rebuliço, próprio de qualquer mercado, no entanto, neste, ressalta a multiplicidade de cores e odores das lindas flores que a todos inebriam. Estrelícias, orquídeas, proteias, rosas, antúrios, catleyas, camélias são expostas e vendidas pelas desenvoltas floristas, também trajadas de vivas cores com o fato típico regional.
No primeiro andar encontram-se expostas as frutas tropicais, as hortaliças e as especiarias. O peixe e a carne apresentam-se no piso inferior do edifício.




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