Publicado por: gfrochao | Dezembro 18, 2008

Respirando Folclore!

Respirando Folclore - GFR

“Velho é o tema, mas tão velho como o folclore é o sol, e o sol é sempre novo, quando esparge sobre o céu silencioso o ouro e a púrpura de sua flama, nos deslumbramentos do amanhecer.

Velha é a terra, mas o rejuvenescimento constante do seu seio, abrindo-se fecundo, em flores e frutos, repete-lhe, em cada instante que passa, a ressurreição da sua mocidade eterna.

Como o sol e a terra, o folclore é sempre novo, porque como o sol e a terra é também eterno e imortal. 
Crescem-se-lhe as asas, em cada voejar sobre os seres, novas asas lhe nascem para suster na sua trajetória infinita.

E porque é eterno e imortal, vive o folclore em todos os seres, e espalha os tesouros imensos da sua força milagrosa.

Na infância do homem, as cantigas embalar perpassam sob a gaze dos berços na voz carinhosa da mãe que sorri, contemplando a imagem do filhinho adormecido.

Na noite silenciosa e muda sopram aos ouvidos os acordes de uma serenata, inebriando os seres, vibrando em ternas canções de amor.

Canções que encheram a alma dos nossos avós, umas e outras fizeram vibrar corações, que amaram e sofreram por nós, que, como nós, foram moços e envelheceram, que como nós, entraram na vida sob o fulgor de alvoradas de ouro e dela desertaram entre sombras e desenganos.

O folclore está em todo o meio ambiente.  E põe a magia do seu gênio em toda a parte:  Nas crendices, nas simpatias e nas superstições contra os ventos, as chuvas, os raios e as doenças.

E invade palácios, para fazer dançar os corações em festa, e entra na casa pobre para minorar a dor, afugenta a tristeza e enfrenta a morte.

O folclore é como se fosse um poema de amor feito em luz, do amor que cria, do amor que une, do amor que redime, do amor que purifica as almas.

O folclore espalha a paz. A paz é filha dileta do amor. E só é feliz o homem, e só são felizes os povos, nas horas de paz, nas horas em que sob seus tetos e dentro de suas almas não pairam as apreensões da maior de todas as calamidades que os afligem, que é a guerra.

Somos felizes porque na Madeira a festa comandada pelo povo é um festival de amor, que entretece a felicidade da família, enchendo os corações, iluminando os dias incertos da vida e proporcionando a harmonia e o bem-querer entre todos os cidadãos.

Filhos desta pacífica Madeira onde o céu tem grande brilho e a terra muitos encantos.  A nós foi dada a graça de podermos usufruir de tão grandiosos Grupos de Folclore.

Fonte: Por Prof. José Sant’anna
Anuário do Folclore – 1972
 

Adaptação: GFR

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