Publicado por: gfrochao | Agosto 29, 2008

Linho – A fibra do Povo

Linho

A cultura do linho ter-se-á iniciado no Egipto tendo como finalidade a alimentação, começando mais tarde, a ser utilizado para a fabricação de tecidos.

No século XVIII a cultura do linho atingiu o seu maior avanço na Alemanha. No século XIX a fibra do linho tornou-se concorrente da fibra de algodão, pois após ser colhido podia ser fiado.

Há váriios países que produzem linho estando esta cultura centralizada na Europa. Os países que fornecem melhores qualidades desta fibra têxtil são a Bélgica e os Países Baixos sendo o maior produtor mundial a URSS.

Em Portugal, a cultura do linho tem vindo a ser abandonada devido à falta de sementes seleccionadas e mecanização do trabalho.

O linho é uma fibra que sai das plantas com o mesmo nome, apresenta flores de cor azul e branca e atinge cerca de 1 metro de altura. Os primeiros caules junto ao chão são mais longos e os segundos mais curtos e com fibras mais finas.

Como se obtém Linho:

Sementeira: Deve ser semeado no final de Abril ou Maio num terreno bem preparado; primeiro com o arado depois passado à enxada e finalmente gradado, ser regado com frequência e mondado.

Arrancar: Quando a haste já está amarelada, normalmente em Junho.

Ripar: Libertar as sementes (baganha) separá-las do caule, para isso usam-se os ripeiros ou ripançosde vários tamanhos.

Curtimenta: O linho em forma de molhos é levado para o rio onde é submerso durantes seis a oito dias. Esta operação serve para separar as partes lenhosas do caule das fibras.

Maça ou moer: O linho é batido com um maço ou maceta.

Espadelar: Retirar as fibras da restante parte lenhosa ainda agarrada, bem como, as partes mais grosseiras. O linho é batido com um cutelo chamado espadela.

Assedar ou pentear: Nesta fase separam-se as fibras por comprimento e espessura. As mais longas e finas formam o linho, as mais curtas e grosseiras a estopa. Para esta operação usam-se os sedeiros.

Fazer as estrigas: Antes de passar à roca o linho é colocado em molhos um pouco torcido a que se dá o nome de estrigas.

Enrocar: Abre-se a estriga e coloca-se na roca.

Fiar: A fiação é feita com auxílio da roca, do fuso e das mãos hábeis da fiandeira nos últimos meses do ano.

Ensarrilhar: Passar o fio a meadas.

Barrelar: Consiste em branquear as meadas de linho. São cozidas dentro de potes de ferro com cinza e sabão. No dia seguinte retiram-se, lavam-se e são dispostas no barreleiro (cesto alto de trama fechada), cobrem-se com um pano e vai-se deitando água a ferver durante vários dias. Depois são novamente lavadas e postas a corar e a secar ficando prontas para dobrar.

Enovelar: Passar o fio a novelos.

Fonte: Revista de Folclore Português - Raízes do Povo

Curiosidades:

Existem cerca de cem espécies de linho. São cultivadas principalmente em climas temperados e subtropicais.  As plantas têm de 30 cm a 1,20 m de altura e possuem pequenos ramos na parte superior. Em geral as suas flores são azuis, embora algumas variedades produzam flores brancas ou rosadas.

O linho é uma das mais antigas plantas cultivadas que se conhecem no mundo. Vestígios encontrados no Egipto dão provas de que este povo já tecia linho em 5000 a.C.. Múmias egípcias com mais de 4 mil anos foram encontradas envoltas em linho tão bom quanto o que é feito actualmente. Os gregos antigos usavam tecidos de linho e os romanos faziam papel de linho, bem como tecido.


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