Dia da Região Autónoma da Madeira

 

Hoje 1 de Julho, comemora-se a Autonomia da Madeira, estabelecida na Constituição Portuguesa de 1976. Nesta comemoração, que é assinalada em toda a Região, destacam-se várias actividades como: Lançamentos de foguetes e girândola de fogo; Cerimónia na Assembleia Legislativa Regional; Deposição de flores na Estátua da Autonomia pelas entidades oficiais da Região; Te Deum na Sé Catedral.
O dia 1 de Julho é feriado em toda a Região Autónoma da Madeira.

Festival de Santana 2008

De 4 a 6 - Festival Regional de Folclore - Quarenta e oito horas a Bailar - Santana
Este festival reúne quase todos os grupos folclóricos regionais que actuam durante 48 horas. Esta é também uma oportunidade para demonstrar muitas especialidades gastronómicas e aspectos culturais e tradicionais deste concelho. Existem várias barraquinhas de comes e bebes e muita animação.

O Grupo de Folclore do Rochão será o último grupo a actuar neste festival, culminando a sua actuação com a tradicional raposódia regional.

Despique - Santa Cruz

Hoje, Domingo 29 de Junho às 15h30 realiza-se o despique em Santa Cruz, inserido nas festas deste Concelho que decorrem desde dia 20 com um vasto programa de animação cultural e gastronómico.

Cartaz

Música Popular


Foi do Noroeste português que, no século XV, partiram os primeiros povoadores da Madeira. Sabendo isto, não admirará encontrarem-se certos traços comuns à tradição musical das duas regiões.

Começando pelos instrumentos, encontramos a viola de arame, variante local da grande família das violas – braguesa, toeira, campaniça, da terra, etc. –, o braguinha – descendente do cavaquinho – e o rajão – de dimensões intermédias entre os dois anteriores e de cinco cordas, hoje apenas existente na Madeira. Para além destes, destacam-se ainda a rebeca (violino popular), bombo, tréculas e pandeiros.

Os princípios géneros musicais são o bem conhecido bailinho (essencialmente forma de canto despicado, podendo também ser bailado, forma que encontramos habitualmente nos grupos folclóricos), o charamba (uma outra forma de canto despicado, de longa tradição e em vias de rápida extinção) e a mourisca (de formas originais de canto despicado, evoluiu igualmente para um baile próprio de certas zonas da região).

Outras manifestações musicais de grande importância são associadas ao trabalho agrícola e as de carácter religioso. Quanto às primeiras, por força da evolução da sociedade madeirense, encontram-se praticamente todas extintas da tradição. Apenas sobrevivendo graças a registos efectuadas há algumas décadas, ou na memória de alguns dos mais idosos.

As festividades religiosas têm, por regra, cantos próprios. Ainda hoje se podem encontrar numerosas variantes de Cantigas dos Reis (entoadas de casa em casa durante a noite de 5 para 6 de Janeiro), do Espírito Santo (acompanhando as insígnias na sua visita às casas) e de Natal. Em certas freguesias, principalmente na parte norte da Madeira, a Missa de Natal termina com os diversos sítios apresentando as suas «romarias» (oferendas levadas ao longo da igreja, acompanhadas por cantigas criadas especialmente para aquela noite). Em certas localidades conserva-se até hoje a prática dos jogos cantados (de roda ou outros), comuns a outras regiões do país. Merece ainda referência, por último, a persistência do romanceiro tradicional peninsular. Podemos encontrar com alguma facilidade espécimes em versões relativamente arcaicas.

Predominam em zonas como o Caniçal, Machico, Boaventura e outras localidades de maior isolamento (de onde a preservação).

O aspecto mais notório é a exclusividade dos cordofones na tradição porto-santense. É apenas ao som do violino, viola de arame, rajão e braguinha que ouvimos as peças mais antigas desta ilha: os bailes da Meia Volta e Ladrão, a Retirada (nome local do despique em bailinho), Charamba e Meia-noite. A ilha apresenta um aspecto físico completamente diferente do da Madeira. A sua aridez contrasta com a vegetação luxuriante da sua vizinha e igualmente a sua música se caracteriza por andamentos significativamente mais lentos que os da Madeira.

Embora ainda muito insuficientemente estudada, a tradição musical da Região está razoavelmente documentada através de trabalhos de recolha efectuados ao longo dos tempos. Em termos de edição bibliográfica, destacam-se os trabalhos de Álvaro Rodrigues (apenas textos), Eduardo Antonino Pestana, Carlos Santos, Pere Ferre, Anne Caufriez e Xarabanda e Direcção Regional dos Assuntos Culturais (um duplo LP no início dos anos oitenta, parte de um espólio em vias de ser integralmente publicado em conjunto com uma editora privada).

Jorge Torres e Rui Camacho

( Xarabanda)

S. João da Eira da Cruz

A FONTE DA EIRA DA CRUZ POR OCASIÃO DE SÃO JOÃO
As fontes, durante vários séculos, foram um importante busílis da vida sócio-cultural dos nossos antepassados. De facto, grande parte da população, não tendo água para consumo próprio, socorria-se dos beneplácitos, concedidos a título de benfeitoria, por aqueles que, tendo água em abundância, cediam generosamente uma parcela dessa mesmo água, para abastecer as referidas fontes.
A fonte era uma espécie de Àgora (praça pública), onde se trocavam olhares, imiscuídos pelo desejo de namoriscar a moça, que vai à Fonte buscar água, ou até para conspirar sobre a vida alheia, aquilo a que o nosso povo designa de bilhardice.
Entre o Rochão e as Figueirinhas situa-se um local, denominado de Eira da Cruz. É precisamente neste lugar que, na primeira metade do séc XX:. se ergueu uma fonte para abastecer as populações locais carenciadas de água. A água proveniente da Ribeiroboieiros(leia-se Ribeiro do Boieiro)foi dividida, sendo uma parte para os heréus (herdeiros) e uma pena dessa divisão para a fonte da Eira da Cruz.
Por ocasião do São João, esta fonte era enfeitada com pompa e circunstância: um acto votivo de religiosidade, onde se exorta esse bem vital que é a água, sob a mecena do divino. Trata-se de uma simbiose entre os elementos naturais, água e fogo e o transcendente - uma tradição arreigada nos povos pagãos e que, com o cristianismo, se associou à figura de São João Baptista, por ser o percursor do Messias e, portanto, o anúncio do verdadeiro lume da fé.
No dia 23 de Junho, véspera de São João, reuniam-se novos e velhos e, em ranchos, iam recolher os lampas para São João, sendo as mais vulgares: murta. louro bento, alecrim, fetos bravos, palmos de São João, rosas de São José, malmequeres e outras flores do época, a fim de embelezarem a fonte.
Com varas de eucalipto ou verga de vime, o arco grande destinava-se a cobrir o poço e o pequeno a fonte . Primeiro colocavam a verdura e depois os flores, que ornamentavam com o seu colorido a verdura, conferindo à fonte um aspecto majestoso de sublime encanto.
Após o enfeitamento da fonte e com o crepúsculo a avisar a chegado da noite lampa, era tempo de preparar a fogueira a fim de se proceder, em tom de ritual, a hábitos tão ancestrais, ainda preservados na memória popular, como é o saltar à fogueira - uma exortação do almo purificado pelas labaredas do fogo. Era ver rapazes e raparigas, novas e velhos, todos em grande entusiasmo a saltar à fogueira e, em grandes fitas diziam: “A folha do castanheiro, amarela cai no chão, vamos dar uma viva a São João.’ Efusivamente todos respondiam, `viva ‘.
Mas a folia não acabava aqui, pois juntavam-se os tocodores de rajão. braguinha. viola de arame e de concertina e, ao som do bailinho, a fogueira tinha outro calor. Outros preferiam os jogos tradicionais, tais como: o jogo do anel, as prendas, o jogo do ramalhete, o jogo da manhã, entre outros. Era uma forma de aproximação física para os namorados, um pretexto abençoado para o amor. Maria Madalena, conhecida por Maria do batoque, disse-nos que , em moça. também participava no São João do Eira da Cruz e, tal como as raparigas do seu tempo, tinha nas sortes de São João uma enorme crença. Isabel de João do Eira, referiu urna praxe peculiar na noite de S. João: as partidas, “era um inferno”, pois, durante a noite e, após as folias da fonte, era frequente roubarem os vasos de flores e colocarem junto da fonte ou até à porta dos vizinhos o que provocava grande indignação e revolta nos pouco dados a estas andanças.

Colectores: Alexandre Rodrigues e Ricardo Baptista

Um Concelho em Festa nas Festas do Concelho - Santa Cruz

 

Zoom

Festa dos Santos Populares na Camacha

13, 14 e 15 de Junho

A Camacha vive durante três dias a tradição dos Santos Populares. Hoje, pelas 21h30, decorre no centro da freguesia um desfile de marchas populares. Amanhã e domingo realizam-se espectáculos com a presença de palhaços, marionetes e grupos musicais.
O programa, conforme refere Vitor Teixeira, presidente da direcção da Banda Paroquial de São Lourenço, responsável pelas festas, tem como objectivo “contribuir para a promoção e desenvolvimento da actividade cultural e recreativa da freguesia, envolvendo a comunidade”.

O desfile terá início na Escola Básica Dr. Alfredo Nóbrega e terminará no adro da Igreja Matriz. Entre os grupos participantes da vila estarão: a Banda Paroquial de São Lourenço, o Grupo de Jovens da Paróquia, o Grupo Juvenil, o Grupo de Teatro da Casado Povo, o Grupo de Romarias Antigas e Tradições, o Grupo de Romarias Antigas do Rochão, o Centro de Convívio da Casa do Povo e ainda o Centro Cultural dos Canhas e a Juventude Antoniana.

O arraial, madeirense conta amanhã com um espectáculo de variedades. Terá início, pelas 20 horas, com a actuação do Grupo Juvenil da Camacha. Às 21 horas, é a vez das marionetes, seguindo-se os palhaços Nicolas, Pipo e Magricela.

Domingo, as actuações iniciam-se pelas 18 horas com José Luís Mendonça e o Grupo Só Rir. Em palco estarão também a Banda Paroquial de São Lourenço, o Grupo Coral da Casa do Povo da Camacha e a Tuna de Bandolins da Camacha. O espectáculo terminará com a participação do Grupo de Fados da Camacha.

Fonte: Dário de Noticias (43025)

Braguinha

O braguinha, cordofone cantante da música tradicional da Madeira é, segundo dizem alguns entendidos na matéria, de todos instrumentos tradicionais da Região Autónoma da Madeira o mais controverso.
Enquanto alguns dizem ser originário de Braga (cidade), o autor do Elucidário Madeirense afirma que o seu nome advém dos antigos trajes, denominados bragas que, outrora, eram usados pelos camponeses do sexo masculino do arquipélago Madeira.
O seu som saltitante e alegre destingue-se dos demais instrumentos de cordas tradicionais/ populares da Madeira e Porto Santo.
Instrumento de solo, (cantante ou ponteado, como vulgarmente é denominado pelo nosso povo) alegre e gracioso foi, em outros tempos, de grande estima das damas e donzelas madeirenses.
O braguinha tem no cavaquinho o seu homónimo, sendo este instrumento muito popular em terras açoreanas e continente português.
Diferencia-se daquele pelo facto da sua escala ser sobreposta à caixa de ressonância e não rasa como esse seu homónimo.
Em certas zonas rurais da R.A.M., dão-lhe ainda o nome de braga, machete, machetinho ou machete de braga.

Fonte: www.encontrosdaeira.com

Camacha

 

Vime e folclore

 A Camacha é dos locais mais visitados pelos turistas. Pelos vimes e tradição folclórica, sobretudo. Na realidade, é conhecida internacionalmente pelo seu “bailinho da Madeira”, bem como centro de artesanato em obras de vime.

Por isso mesmo, o visitante pode encontrar na Camacha todo o tipo de peças de decoração e mobiliário feitas à mão, com vime.

A juntar a estes factores importantes, foi nesta freguesia, mais concretamente no Largo da Achada, que pela primeira vez, em Portugal, se jogou futebol, em 1875.

A origem do nome da freguesia da Camacha não é pacífica. Existem várias fontes.

Há quem defenda a origem do nome relacionado-o com um determinado “Sismeiro” local. Mas também há quem aponte para uma influência filipina referente a D. Fernando Camacho.

Em meados do Século XVII há notícia de um importante aglomerado, tornado paróquia pelo Alvará Régio de 28 de Dezembro de 1676.

A freguesia da Camacha foi elevada à categoria de Vila a 10 de Setembro de 1994.

O processo de arrotear as terras, actualmente pertencentes à localidade da Camacha, ter-se-á realizado pouco tempo após a descoberta da ilha da Madeira, atendendo a que o fenómeno da colonização avançou do litoral para o interior.

Os povoadores são de origem espanhola, o que pode explicar a versão de D. Fernando Camacho.

Entre os vários locais e sítios da freguesia refira-se o do Rochão, cujo nome se deve à adulteração de “rechã”, que designa planalto. Isto pensava o povo que ali existia um grande rochedo. É a zona mais alta da freguesia da Camacha.

A Camacha tem cerca de 10 mil habitantes distribuídos pelos seus 1.958 hectares.

Entre as actividades económicas, começamos por destacar a indústria de vimes e, depois, a hotelaria e restauração. Existem ainda indústrias de serração, serralharia, construção civil, panificação, o comércio, onde se evidencia um grande centro comercial: o Camacha Shopping, além de outros serviços.

A nível do clima, a temperatura média varia entre os 15 e os 20 graus.

Fonte: www.madeirarural.com

Força Portugal - Euro 08