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Um dos motivos que originou o Grupo de Folclore do Rochão, foi o gosto de cantar e de bailar, herança dos seus antepassados, principalmente nas noites de Natal, que ocupavam, deste modo, os tempos livres.
Colocado na zona alta da Camacha, é natural que uma das actividades do homem do Rochão fosse a pastorícia, daí a sua indumentária peculiar: trajo de seriguilha e camisa de estopa. Quando o clima era mais rigoroso usava camisola e barrete de lã de ovelha. Completavam este perfil a vara ou bordão, as cordas e os chocalhos. Calçavam bota chã.
A mulher do sítio do Rochão, gostava de parecer bem. Quando ia à missa ou à cidade, vestia a sua saia de lã tingida ou de baeta azul ou preta. A blusa era de linho fino ou chita. Na cabeça usava um lenço ou mantilha.
Em relação ao trajo de “cote” (indumentária de trabalho) das mulheres, colocavam na cintura, debaixo das saias, um rolo de pano arredondando nas ancas que fazia mover o vestido de um lado para outro. No Inverno, as mulheres vestiam geralmente mais do que uma saia, sendo a interior de estopa ou de lã branca. Durante as tarefas caseiras, as mulheres andavam com as pontas da saia presas ao cós.
Breve Historial

Fundado a 17-12-86, por Alexandre Rodrigues, este grupo surge a partir da cisão com outro grupo, devido a discrepâncias relativamente à interpretação do nosso folclore regional.
Desde a sua fundação o grupo tem pugnado pelo aprofundamento das diversas valências de carácter etno-folclórico, desde: a dança, a música, o canto, o traje, entre outras.
Em 1989, o grupo promove o primeiro intercâmbio com um grupo do continente português: desde então, o grupo incessantemente tem promovido diversas permutas, quer com grupos nacionais, quer internacionais.
Digno de registo é a realização de festivais de folclore bianuais, que já conta com a VIII edição a nível nacional e VI a nível internacional, sendo o primeiro grupo, da região, a levar efeito um festival com esta dimensão.
O grupo tem vindo a exponenciar outras áreas que, devido à iminência do seu desaparecimento, merecem uma actuação premente e cuidadosa, como é o caso do artesanato, medicina popular, praxes e usanças, registando-se a organização de um colóquio de folclore sobre o tema: “O Nosso Folclore no Limiar do Séc.XXI”, a exposição “Remédios D’Outrora”, o colóquio “A Harmónica”, recuperação da noite de S. João da Eira da Cruz, e a quando do seu XX aniversário a edição do CD “Meia Valsinha”.
Actualmente com 22 anos de história, o Grupo de Folclore do Rochão conta com 34 elementos e uma nova reestruturação, apresentando-se pronto para novos desafios na iminência de preservar e recuperar a nossa identidade regional.
O grupo participa regularmente em várias manifestações culturais na Região, bem como em arraiais e promove alguns espectáculos em unidades hoteleiras.
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Trajes
(em construção)
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Cancioneiro
(em construção)
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2009 – Porto Santo
2009 – Porto
Gens/Gondomar
2006 – Itália
Basilicata – Cidade de Calvello
2005 – Algarve
Calvário/Lagoa
2004 – Brasil
S.Paulo/Santa Catarina/Rio de Janeiro
2003 – França
Clermont Ferrand/Paris
2001 – Alemanha
2000 – Espanha
Madrid/Saragoça
1999 – Açores
1998 – Viana do Castelo
Fala-Coimbra/Gijon-Astúrias
1996- Algarve
1995- Braga e Serra da Estrela
1993- Serra da Estrela e Porto
1991- Espanha
Múrcia
1989 – Coimbra
Fala





