Actuação Tosquias 2009

Baile das Romarias                Baile Pesado                        Baile da Viuvinha

Baile do Paspalhão         Baile do Santo da Serra     Mourisca de S. Vicente

Baile da Cor Morena 

Retirada

Tosquias Ribeira dos Boieiros 2009 – Reportagem

Tosquias na Ribeira dos Boieiros 2009

O Grupo de Folclore do Rochão actuará a partir das 15h do dia 10 de Junho de 2009, nesta festa das Tosquias.
 
Anualmente, a actividade das tosquias pode ser visitada no mês de Junho na Ribeira dos Boieiros (Ovil), Camacha. Estimulada pela Junta de Freguesia da Camacha, a festa pretende, antes de mais, a valorização de uma tradição que se encontra em fase de desenraizamento na Madeira.De facto, o pastoreio é, cada vez mais,uma actividade que só subsiste no aspecto cultural, sendo actualmente uma herança que vai ficando de pais para filhos e que já não tem em vista um modo de sobrevivência. Em ambiente festivo, com as tradicionais barraquinhas de comes e bebes, o gado ovino é tosquiado ao mesmo tempo que se aproveita para adquirir ou vender uma ou outra cabeça de gado. Os visitantes, madeirenses e estrangeiros, têm ao seu dispôr um vasto programa de animação, com bandas de música, grupos folclóricos, stands com artigos feitos de lã de ovelha e exposições fotográficas sobre a tosquia.
Fonte: Junta de Freguesia da Camacha

Festas do Espirito Santo na Camacha – 2009

É já este fim de semana, 30, 31 de Maio e 1 de Junho respectivamente, a Festa do Divino Espírito Santo na Paróquia da Camacha. Esta festa de grande tradição na nossa freguesia, apresenta um vasto programa de animação, culminando com a noemação do novo imperador, na denominada “segunda-feira da Camacha”.

Dia da Mãe 2009 – Vídeo

No dia 3 de Maio de 2009 o Grupo de Folclore do Rochão dinamizou, a exemplo de outros anos, o Dia da Mãe, na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo no Rochão-Camacha.

Carnaval 2009 – Vídeo GFR

 

O GFR rege-se em prol da preservação do Património Cultural da RAM como tal este ano participamos no Cortejo de Carnaval a fim de preservar os costumes das gentes da nossa Linda Freguesia a CAMACHA (Capital da Cultura Tradicional da Madeira). A Equipa de Animação do GFR, propôs o Tema “Os Estrunfes (the Smurfs)” e em apenas 3 Dias preparamos todo o vestuário alusivo ao tema. No derradeiro dia reunimos na sede para um pequeno convívio de come e bebes onde não faltou a nossa tradicional Poncha, Sonhos, Malassadas e Sumos. Após “encher a pança” seguimos rumo ao centro da vila da Camacha a fim de desfilarmos no Cortejo, numa meia hora de pura loucura e Diversão, no qual ficamos classificados em 3º Lugar :) . Sendo assim decidimos partilhar com todos vós o vídeo do Cortejo. Como diz o velho ditado Mais vale tarde que nunca… Saudações da Equipa de Reportagem

Ver Vídeo:

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FESTA DA CEBOLA 2009

A XII. ª “Festa da Cebola”, um evento anual organizado pela Junta de Freguesia do Caniço, decorre nos dias 8, 9 e 10 de Maio na Praça Padre Lomelino (no centro da cidade).
A abertura oficial do certame está agendada para as 19h30 e será preenchida com a visita das entidades aos pavilhões expositores, seguida de animação musical pelo Grupo de Folclore do Rochão e Jorge Canha (com “Sobanda”). Nos dois dias seguintes subirão ao palco as seguintes formações musicais: Grupo Musical e Cultural Reis Magos, Galáxia (dia 9, a partir das 21h30), Grupo de Dança da Escola Básica do 1.º Ciclo (Vargem), Banda Filarmónica das Eiras, Grupo de Folclore da Casa do Povo de Gaula e João Luís Mendonça com “Madeira em Festa” (dia 10, a partir das 21h00).
O cortejo alegórico da cebola acontecerá no último dia do certame (domingo), às 17h30.
“A Festa da Cebola” conta com os apoios da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, da Câmara Municipal de Santa Cruz e ainda de um grupo de agricultores.

Fonte: Junta de Freguesia do Caniço

 

Festa da Flor 2009

flor

A Festa da Flor é um dos mais coloridos dos eventos tradicionais da Madeira e acontece todas as Primaveras. Há muitas actividades e celebrações na zona do Funchal a começar com o tapete de flores, concertos e grupos folclóricos que dançam ao ar livre. Há também muitas exposições de flores e um vibrante cortejo infantil onde cada criança leva uma flor que depois é colocada na Praça do Município no Muro da Esperança. No dia seguinte, domingo, acontece o cortejo principal com diferentes grupos vestidos com Bordado Madeira e carros alegóricos decorados com flores passam pelas ruas do Funchal.

O programa foi oficialmente apresentado em conferência de imprensa no Funchal pela secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante, que salientou que esta festa vai contribuir para uma ocupação hoteleira na região na ordem dos 85 por cento.
Mencionou que a Festa da Flor “é o cartaz que mais retorno económico traz à Região, pela sua diferenciação e singularidade, sendo, actualmente, o 2º cartaz mais emblemático da Madeira, logo a seguir às festas de natal e Fim-de-ano”.

A obra de Saint-Exupéry, “O Principezinho”, associada às comemorações do Ano Internacional da Astronomia, relatando a história de planetas e seus habitantes e de uma única flor entre muitas outras são o tema deste cartaz que tem o seu ponto alto no cortejo alegórico que enche as ruas da cidade de cor e beleza.
Este que este ano o cortejo envolve cerca de 2800 pessoas, sendo que 1100 integram os nove grupos que desfilarão no domingo (26 de Abril) no Funchal.

Estes agrupamentos vão apresentar os seguintes temas: “A viagem do Principezinho à Madeira”, “O Baile da Amizade”, “Je veux te dire un secret…”, “O Pequeno Príncipe”, “Voltar à inocência”, “Pôr-do-sol”, “O Planeta da Harmonia”, “Voando com os Pássaros”  e “FX-21 em Festa”.

A mensagem que pretende transmitir é a da “amizade que importa passar, sobretudo numa época em que os afectos, as identidades pessoais e exclusivas e o relacionamento entre os homens devia ocupar um lugar maior do que o dos números”, sustentam os organizadores.

Um outro momento marcante desta festa é a construção do simbólico “muro da esperança”, no Largo do Município, onde milhares de crianças de várias escolas depositam uma flor, onde acontece uma largada de pombos num apelo à paz mundial.

Conceição Estudante salienta que este programa tem vindo a “conquistar, ano após ano, um lugar de destaque enquanto cartaz, alcançando progressivamente uma indiscutível importância no panorama turístico regional”, sendo que o seu carácter único tem conseguido captar turistas e residentes.
Aliando o turismo à tradição madeirense, o programa inclui ainda a exposição “Há uma certa flor…” na qual estará patente durante 30 dias o espólio particular do secretário regional da Educação, Francisco Fernandes, de dezenas de edições da história de “O Principezinho”.

As “bonecas de massa”, confeccionadas com cereais que são tradicionais do artesanato madeirense que marcarão também presença no Mercado das Flores através de esculturas fixas e humanas.

No dia 22 de Abril há ainda o concerto “Música e Flores”, a cargo de alunos do Conservatório de Musica da Madeira, que terá lugar no Teatro Municipal Baltazar Dias,  A 23 de Abril será a inauguração do Mercado das Flores, dos Tapetes Florais (nas placas centrais da Avenida Arriaga) e da 54ª Exposição da Flor, no Largo da Restauração.
A partir desde dia a animação na baixa citadina será uma constante com a actuação de quatro grupos folclóricos.

Boa Páscoa!

pascoa2009

Artesanato – Obra de Vimes na Camacha que Futuro?

Sector dos vimes a caminho da extinção
Poucos ganhos e escassos incentivos afastam os jovens do artesanato, em especial do vime; os mais velhos aguentam-se, mas o futuro é preocupante

O artesanato vive dias difíceis na Madeira – e não é só por culpa da crise económica mundial. Os ganhos são poucos, os incentivos praticamente inexistentes e as perspectivas de futuro incertas, por isso são cada vez menos aqueles que querem fazer vida na produção de peças de vimes, nos bordados e nas tapeçarias, já para não falar no pequeno artesanato de menor tradição e impacto na sociedade madeirense. Os jovens voltam-lhes as costas e são os mais velhos, seja por amor à arte ou por inexistência de alternativas de ganhar a vida, que vão assegurando a continuidade destas actividades tradicionais que dão fama à Região.

O vime é o sector que mais vem sentindo as consequências negativas. Por envelhecimento, doença e morte, o número de artesãos tem vindo a diminuir nos últimos anos, até porque, como já se referiu, não se têm registado novas entradas de jovens na profissão. Para além disso, a própria matéria-prima também já começa a escassear.

Esta realidade é reconhecida por José Fernandes, um dos mais antigos artesãos do sector em actividade. Há mais de 40 anos que se dedica a criar peças de vime, sendo há um quarto de século uma das referências da oficina que funciona na cave do Café Relógio, na Camacha. “A malta nova não está interessada nisto e até têm uma certa razão, porque além de não se ganhar muito, também não há incentivos para o artesanato”, aponta em tom crítico, lembrando que “até um prémio de qualidade, que era dado pelo IBTAM no Natal, também já acabou”. Depois, há ainda a questão da Segurança Social, pois o regime que abrange o artesanato é especial, semelhante ao que se pratica na agricultura e por isso oferecendo menos regalias: “Desconta-se menos, mas nem sequer dá para ter baixa”, vinca José Fernandes.

“Isto também não ajuda a chamar a gente nova”, acrescenta, garantindo que, actualmente, “não deve haver mais de 20 artesãos do vime na Camacha e todos têm idade para cima dos 40 anos”.

Apostar na inovação e criatividade

Depois, “também já começa a faltar matéria-prima para se trabalhar”. É que o cultivo do vime na freguesia da Camacha, que há alguns anos assumia uma dimensão considerável, está agora reduzido “a dois ou três produtores do Ribeiro Serrão”, explica José Fernandes. A juntar a isso, também a matéria-prima que chega do norte da ilha, nomeadamente de Boaventura, São Jorge e Santana, tem vindo a reduzir drasticamente nos últimos anos.

Com este cenário, o artesão camachense considera que o futuro das obras em vime “pode estar em risco”. Contudo, recusa-se a baixar os braços, sustentando-se na esperança de que “com inovação e criatividade o artesanato há-de sobreviver”. É com base neste raciocínio que, de há algum tempo a esta parte, tem vindo a reutilizar garrafas de vidro nas suas obras. “É uma forma de reciclagem, em vez de mandá-las para o lixo.” José Fernandes sugere que uma das possibilidade de fomentar nos jovens o gosto pelas obras de vime seria a introdução de cursos de formação nas escolas profissionais ou nos centros de extensão rural. “Quem sabe se não se aproveitaria alguém para dar continuidade à produção de artesanato”, questiona-se. Ele próprio, lembra, já deu formação em cursos promovidos pelo IBTAM e por algumas empresas. “Mas não resultou, porque como não há incentivos os jovens não vêem futuro nisto”, fundamenta.

Peças que já não se fazem

Na cave do Café Relógio funciona uma das duas oficinas de vimes (a outra fica a caminho do Santo da Serra) ainda existentes na Camacha. Dos seis artesãos que ali trabalham, apenas dois pertencem aos quadros da empresa. Os outros são industriais por conta própria (entre eles o já referido José Fernandes), que utilizam o espaço para trabalhar, comercializando as suas peças em regime de exclusividade para a casa.

Num andar superior estão expostas peças de vime que já não se produzem. É o caso de uma cadeira e de uma mesa, resultado de um rebuscado e minucioso trabalho de um artesão entretanto já retirado da actividade por motivos de doença e de idade. Como reconhece a gerência do Café Relógio, aqueles são mesmo os últimos exemplares, porque ninguém teve a preocupação de aprender a dominar a técnica e o estilo do artesão no fabrico das peças de mobiliário.

A gerência do espaço reconhece que o negócio baixou nos últimos anos, especialmente depois da adesão ao euro. A exportação, que teve uma dimensão significativa no passado, agora está praticamente reduzida a zero. Mesmo assim ainda se regista, de quando em vez, encomendas de algumas peças, sobretudo mesas e cadeiras, por parte de turistas estrangeiros e continentais.

A gerência admite ainda que a crise e a concorrência de outros mercados, em especial o chinês, fizeram com que, nos últimos dois anos, as receitas baixassem cerca de 20 por cento. Há uns anos, recorda-se na Camacha, qualquer turista que visitasse a loja do Café Relógio levava consigo uma recordação em vime; agora, os que compram alguma coisa são uma excepção.

Pagamento à peça

Luísa Silva é uma outra artesã que trabalha o vime na oficina situada no centro da vila da Camacha. Esteve uns anos em casa “para tratar do filho pequeno e da mãe que já estava velhinha”, mas há cerca de dois anos pediu para voltar.

“Moro num apartamento e não dá para fazer este trabalho em casa”, explica, acrescentando que todas as peças que produz são vendidas ao Café Relógio. “Levo uma hora para fazer um cesto como este, mas se for maior claro que demora mais algum tempo”, explica. Em média, trabalha sete horas por dia, o que significa que produz outros tantos cestos dos mais pequenos por cada jornada de trabalho.

“O pagamento é feito conforme as peças que faço e sempre vai dando para sobreviver”, explica a artesã, que revela ter aprendido a trabalhar o vime aos dez anos. Curiosamente, a matéria-prima que usa na concepção de alguns dos cestos até nem é vime. “Chama-se hastes de São José”, explica, acrescentando que a planta, apesar de resistente, é mais fácil de trabalhar que o vime. “É uma boa alternativa e fica bonito.” O que Luísa Silva também teme é que não haja alguém que venha dar continuidade ao trabalho que faz. “Antigamente, não havia uma família na Camacha que não tivesse alguém a trabalhar no vime, mas agora ninguém quer saber disto”, vinca.

Bordados mal pagos e com falta de formação

Há muito que as bordadeiras se queixam do baixo preço a que é pago o seu trabalho. A presidente do sindicato, Ana Paula Rodrigues, reconhece que o sector continua a ser “pouco reconhecido” em termos de pagamentos e admite que não existe uma relação equitativa com o lucro que as casas de bordado acabam por beneficiar.

A dirigente teme, por outro lado, que o futuro do bordado possa estar comprometido, atendendo a que “a grande maioria das bordadeiras são pessoas já com alguma idade”, porque as mais novas, que têm frequentado cursos de formação, “depois já não querem bordar, porque a actividade não dá nenhum atractivo”. É verdade que o desemprego noutras áreas “tem trazido mais jovens para os bordados”, contudo Ana Paula Rodrigues diz que muitas dessas pessoas “não têm a formação”, aspecto que, alerta, pode ocasionar “uma baixa na qualidade do bordado”.

A representantes das bordadeiras, Maria Ganança, é mais uma voz que se levanta para contestar os problemas no sector. “Já fizeram o enterro aos vimes e à tapeçaria, e se não tomarem medidas de protecção, os bordados vão pelo mesmo caminho”, opina a bordadeira.

“É preciso dar incentivos às jovens, porque há delas que têm gosto por isto mas não ganham o suficiente para sobreviver”, defende Maria Ganança. A experiente bordadeira não tem dúvidas que o bordado madeirense “tem futuro”, porque “no mundo não há nenhum igual”.

“Mas é preciso incentivos”, vinca.

Fonte: Diário de Notícias da Madeira